
Ainda te lembras da última vez que utilizaste uma disquete? Não? Às tantas, já aderiste aos suportes USB. Hoje, lembramos a história de uma pequena chapa que deu muito jeito.
Provavelmente já não te lembras qual foi a última vez que utilizaste as 'tradicionais' disquetes, pois não? É verdade. Já lá vai algum tempo. Nos dias de hoje, já são muito poucos, ou mesmo nenhuns, os computadores que vêm equipados com leitores de disquetes. E eis então o capítulo final da vida da disquete: uma vida útil e longa mas que está a chegar ao fim, e que acompanhou o desenvolvimento da indústria da informática e de várias subindústrias ao longo dos últimos 25 anos. A disquete de 3,5 polegadas foi lançada num formato de 1,44 megabytes em 1984.
Nessa época, condenou também a um desaparecimento rápido o formato de disquetes de 5,25 polegadas, nascido em 1976, com uma capacidade quase dez vezes inferior (160 kilobytes) e que, por outro lado, 'esmagou' o formato pioneiro de oito polegadas, surgido em 1971. Há cerca de uma década, a disquete era indiscutivelmente o meio de armazenamento de informação preferido. Houve alturas em que a produção atingiu os cinco mil milhões de unidades. E contamos-te um bocado da história do surgimento e a da sua aplicação no mercado. O declínio começou a meio da década passada mas foi no virar do milénio que tudo mudou. Venderam-se nos Estados Unidos da América apenas 645 milhões de disquetes no final dos anos 90.
A verdade é que, com os seus 1,44 megabytes de capacidade, a disquete passou a ser um formato ridículo num mundo recheado de leitores de MP3 com 20 gigabytes de capacidade, de gravadores de CD e de DVD. A gravação de CD tornou-se num assunto banal, uma vez que passou a haver a hipótese de gravar discos de dados e áudio.Os tempos mudaram e a chegada dos leitores de DVD mais baratos, que também reproduzem VCD, bem como os dispositivos portáteis que reproduzem CD de MP3, obrigaram-nos todos a ter um programa de gravação de CD.Mais tarde, a aceitação do DVD como meio de armazenamento viável para uso caseiro ou empresarial também significou que o programa de gravação de CD tinha de ser capaz de gravar estes tipos de suportes de alta capacidade.Quem está também a ser 'traído' é o 'walkman' e o 'diskman'. Sim, porque agora a 'tal máquina' de colocar CDs de música pode ser trocada pelos 'tradicionais' MP3 ou iPods.
Com a transmissão de músicas do computadores para estes leitores, tornou-se assim muito mais fácil deixar de 'carregar' sempre ao lado o 'walkman'. São estes os 'tristes' fins para pequenos suportes de informação ou animação que, um dia, como a disquete, foram um dos nossos favoritos e que tanto jeito deram.
Fonte: DN Madeira
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