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O HOMEM MAIS FELIZ DO MUNDO...

23.09.11 | Mari Ortiz

Em laboratórios de todo o mundo, o estudo do cérebro entrou numa fase detalhada, que permite chegar a conclusões sobre o grau de FELICIDADE das pessoas. E estes esforços levaram os investigadores da ciência a surpreendentes análises comparativas.

Segundo um recente experimento científico produzido pela Universidade de Wisconsin–Madison, o homem mais feliz do planeta, é um indivíduo que vive em um espaço de dois por dois metros, não é dono nem executivo de nenhuma das compahias da Fortune 500, não vive dependente de celular, nem dirige um BMW, não veste roupa de Armani nem de Hugo Boss, desconhece Prozac, Viagra ou Êxtasis e sequer toma Coca-Cola. Em suma: o homem mais feliz do planeta prescinde de dinheiro, competição profissional, vida sexual e popularidade.

Seu nome é Matthieu Ricard. Francês, ocidental por nascimento, budista por convicção e o único entre centenas de voluntários cujo cérebro não só alcançou a máxima qualificação de felicidade previstas pelos métodos científicos, como superou por completo o “felizômetro”.

Os 256 sensores e dezenas de ressonâncias magnéticas  aos quais Ricard se submeteu ao longo de vários anos para validar o experimento não mentem: onde os níveis em simples mortais é muito alto (estresse, medo,  frustração), no cérebro de Ricard, estas sensacões limitantes simplesmente não existem. Mas ao contrário, onde a maioria demonstrou baixíssimos níveis (satisfação e plenitude existencial), Ricard superou todos os índices. Isto é, em todas e cada uma das sensações positivas,  dando origem ao título de “O homem mais feliz do mundo!"

Os cientistas nunca encontraram ninguém tão “feliz” e afirmam, em medições quantificáveis, que Ricard é mesmo o homem “mais feliz da terra”.

O paradoxo do caso não é o fato de ser um homem tão feliz e sim como chegou a sê-lo, despreendendo-se de tudo aquilo em que os ocidentais supõem ser a raiz da felicidade: dinheiro, posses, consumo…

E não é que Ricard seja alheio a tudo disso: ele fez doutorado em genética molecular no Instituto Pasteur, completando sua tese de doutorado em 1972; trabalhou ao lado do prêmio Nobel da medicina Francois Jacob, além de ser filho de Jean François Revel, um famoso filósofo, escritor e jornalista francés, membro da Academia Francesa de Letras (falecido em 2006). Ricard cresceu em meio as ideias e personalidades dos círculos intelectuais da França.

Mas nada o deslumbrava e não se sentia pleno. Com o mundo do sucesso material à sua frente e a ponto de converter-se num eminente cientista, um dia, fortemente impressionado com a filosofia oriental, decidiu mudar o rumo da sua vida: foi para o Himalaya, tornou-se discípulo do mestre tibetano Kangyur Rinpoche e outros grandes mestres da tradição, adotou o caminho dos monges dedicando-se à meditação e iniciou uma nova vida do zero.

Hoje é um dos maiores estudiosos do clássico tibetano, é assessor e braço direito do DALAI  LAMA e tem doado milhões de euros (produto da venda de seus libros) a monastérios e obras de caridade.

Porém, isso não é a causa, senão a consequência de sua felicidade… “A causa para esse resultado devemos buscar em outro lugar”, diz o chefe do estudo, Richard J. Davidson, “e não é nenhum mistério ou graça divina: chama-se  plasticidade mental. É a capacidade humana de modificar fisicamente o cérebro por meio dos pensamentos que escolhemos ter.

Igual aos músculos do corpo, o cérebro desenvolve e fortalece os neurônios mais utilizados. Mais pensamentos negativos, maior atividade no córtex direito do cérebro e em consequência, maior ansiedade, depressão e hostilidade. Em outras palavras: mais infelicidade auto-gerada. Por outro lado, quem desenvolve bons pensamentos e uma visão amorosa da vida, exercita o córtex esquerdo, elevando as emoções prazerosas e a felicidade.”

Dr. Davidson prossegue: “O resultado desse estudo pode até mudar por completo  a visão que temos do cérebro humano. São enormes as suas implicações. Entre estados de meditação, as ondas cerebrais permanecem intensas, sugerindo que é possível treinar o cérebro e controlar as emoções, mudando a estrutura da própria mente. A meditação pode mudar as funções cerebrais de forma durável. Tudo indica que o cérebro pode ser treinado na idade adulta e até modificar a sua organização interna, algo que experiências com músicos também já tinham demonstrado.”

Ricard adverte que não se trata de decidir ver a vida cor de rosa de um dia para outro, mas de trabalhar sistemáticamente para debilitar os músculos de infelicidade que tanto temos fortalecido acreditando-nos vítimas do passado, dos pais ou do nosso meio. E paralelamente, exercitar os músculos mentais que nos fazem absoluta e diretamente responsáveis por nossa própria felicidade.

Admite que seu caminho não é mais que um entre muitos e afirma que ser feliz necessariamente passa pela mudança de deixarmos de culpar aos outros pela nossa infelicidade e buscarmos a causa em nossa própria mente.

Saiba mais sobre Matthieu Ricard em seu site: http://www.matthieuricard.org

 

Fonte: www.slideshare.net


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