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O que escrevem as pessoas no Twitter?

22.03.09 | José Coelho

O que leva jornalistas, políticos ou celebridades mediáticas a adoptarem uma tecnologia como o Twitter? Será moda? Muito provavelmente, o desejo de publicidade pessoal.

 

As redes sociais como o Twitter ou o Facebook são actualmente elementos de identificação de muitas personalidades, mesmo em Portugal. Uma tendência notória é a de essas mesmas pessoas terem evitado uma plataforma tecnológica como os blogues para adoptarem rapidamente um meio de micro-publicação online e por telemóvel como o Twitter, que apenas aceita mensagens até 140 caracteres.

 

Vários artistas, muitos jornalistas - incluindo directores e editores que publicam rapidamente no Twitter aquilo que não opinam nos seus meios - e alguns políticos usam-no para divulgar as suas ideias e projectos. Entre recomendações de leitura ou comentários sobre a actualidade - como ocorreu esta semana com o debate quinzenal do Governo na Assembleia da República - assiste-se a uma transparência de opiniões rápidas.

 

Diferente das mensagens (SMS) do telemóvel, igualmente com um limite de 140 caracteres, o Twitter e as aplicações derivadas de gestão de mensagens permitem respostas quase em simultâneo a diferentes interlocutores, ficando disponíveis online para os seguidores interessados numa determinada pessoa ou assunto.

 

O fenómeno é curioso também porque a partilha pessoal é publicada para amigos e desconhecidos. "As pessoas estão agora a comunicar mais coisas a mais pessoas e não apenas por telefone", referia um estudo do Institute for Business Value da IBM, em Dezembro. "Modelos de comunicação dinamizados pela Internet estão a ganhar audiência, atenção e mercado à custa dos operadores tradicionais de telecomunicações."

 

Num texto publicado esta semana na revista The Economist, com o título "Primatas no Facebook", o semanário lembra o estudo do antropólogo Robin Dunbar, da Oxford University, que demonstrou como o "poder cognitivo do cérebro limita o tamanho da rede social que um indivíduo de qualquer espécie pode desenvolver".

 

Em resumo, Dunbar acreditava que o tamanho do cérebro humano aceitava redes "estáveis" de cerca de 150 elementos, apesar de outros investigadores terem chegado a valores mais elevados.

 

Cameron Marlow, sociólogo do Facebook, revelou que o número médio de "amigos" por utilizador naquela rede social é de 120 (as mulheres têm mais relações) mas apontou que certas pessoas tinham mais de 500 relações. O serviço permite aceitar convites para se ser "relação" ou amigo mesmo de pessoas que não se conhecem.

 

Marlow detectou que a interacção "activa" com os indivíduos da rede pessoal era mais restrita e reduzida: um homem com 120 relações respondia em média a sete "amigos, uma mulher a 10. Mesmo nos utilizadores com mais relacionamentos virtuais, a proporção não era muito diferente.

 

Qual o resultado desta análise? Uma rede social não é tanto uma teia efectiva de interligações pessoais mas muito mais um processo de difusão pública (broadcasting) e de publicidade eficiente" de vidas pessoais para uma grande maioria de conhecidos virtuais, explicou à revista Lee Rainie, do Pew Internet & American Life Project.


Fonte: dn.pt

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