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ESTÃO NA "BOCA DO POVO"...

04.02.12 | Mari Ortiz
É até interessante perceber que certos “ditos populares”, como o caso de “loira burra”, tomaram proporções capazes de caírem na “boca do povo”, tornando-se constantes em qualquer roda de conversa descontraída. Coisa que acontece igualmente com as “piadas sobre portugueses”, por exemplo. Enquanto brincadeiras, tornam-se inocentes. O que não se deve é torná-las pejorativas, usá-las como discriminação, fazê-las reflexos de uma sociedade.
Mas afinal: como surgiram?
Com relação às “piadas sobre portugueses”, a explicação plausível é a de que, no mundo todo, tornou-se comum o colonizador ser referenciado pelo colonizado de um jeito jocoso. Seria a identificação de uma “vingancinha” psicológica para com aquele que possuiu domínio em certa época histórica sobre um determinado povo. Assim como os australianos fazem piadas com os ingleses, os canadenses com os franceses, também os brasileiros com os portugueses. Por outro lado, o colonizador igualmente faz piadas a respeito dos colonizados. Então, como o troco é dado, parece que tudo fica num tom de brincadeirinha de ambas as partes.
Já a expressão “loira burra” expandiu-se muito mais, chegando muitas vezes ao nível pessoal e debochado.
A expressão surgiu em Hollywood com um filme de Jean Harlow que foi, provavelmente, a primeira loira burra. Foi descoberta pelo milionário Howard Hughes, que preferia as loiras mas se casava com as morenas.
Dizem que o estereótipo da “loira burra” tomou maiores proporções no século passado. Nos Estados Unidos, em 1925, o livro “Os homens preferem as loiras” (de Anita Loos) enfocava as loiras como mulheres desprovidas de qualquer grau de intelectualidade, embora os homens lhe dedicassem grande atenção. Era a imagem forte da mulher bonita mas nada inteligente. O romance acabou por virar um filme estrelado por Marilyn Monroe.
De acordo com o “Discovery Channel”, a origem do estereótipo de que as loiras são burras teve origem numa estratégia montada por empresários judeus. Eles pretendiam denegrir a raça ariana (a superioridade da raça branca da ideologia nazista). Então, escolheram justamente Marilyn Monroe (de enorme destaque hollywoodiano na época) e fizeram uma grande campanha publicitária. O mais interessante é que, afinal, ela nem era loira de fato e sim morena, segundo o registro de nascimento.
Mas era época das loiras oxigenadas… E elas interpretavam papéis onde as loiras eram sempre mulheres fúteis, vazias, inocentes, bobinhas. Pronto!, a expressão “loira burra” ganhou peso e fama mundial, gerando grande preconceito.
Finalmente, tornou-se motivo de piada. Uma forma jocosa de repudiar... Entretanto, sabe-se muito bem que não é preciso ser loira para ser burra, pois a cor dos cabelos em nada contribui para o grau de inteligência. Entretanto, já ouvi algo do tipo “sou loira, mas não sou burra”, o que me leva a crer que há quem se sinta mesmo ofendida.
Certas piadas são justamente evidências de exagero… São colocações tão absurdas, tão inimagináveis. Algumas, muito criativas, até perspicazes. Outras, tolas demais!
Impossíveis de ganhar qualquer tipo de credibilidade, essas piadas acabam por favorecer tão somente uma expressão, que pouco ou nada diz.

Para ilustrar o assunto, ficam aqui alguns exemplos que evidenciam o "loira burra"...
Um avião está a caminho de Toronto, quando uma loira levanta-se da classe econômica, caminha para a classe executiva e senta-se ali. A hospedeira, que tudo observou, pede para ver o seu bilhete. Então diz à loira que ela pagou classe econômica e que deve sentar-se lá atrás.
A loira responde:
- Sou loira, sou bonita, vou para Toronto e vou ficar aqui mesmo.
A hospedeira vai até à cabine e fala ao piloto e co-piloto sobre o problema.
O co-piloto dirige-se à loira, tenta explicar-lhe que deve sair dali porque pagou classe econômica. A loira responde:
- Sou loira, sou bonita, vou para Toronto e vou ficar mesmo aqui.
O co-piloto diz ao piloto que provavelmente deveriam ter a polícia à espera quando aterrassem para prender essa mulher.
O piloto diz:
- Disseste que é loira? Eu vou falar com ela, sou casado com uma loira e falo “loirês”.
Ele dirige-se à loira e diz-lhe qualquer coisa ao ouvido. E ela diz:
- Oh, peço desculpa.
Levanta-se e vai para o seu lugar na classe econômica.
A hospedeira e o co-piloto ficam boquiabertos, e perguntam-lhe o que é que lhe disse para fazê-la mudar de ideia.
Ele responde:
- Disse-lhe simplesmente: "A primeira classe não vai para Toronto..."
Fonte: http://almapaixonada.blogspot.com
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