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EM RIO GRANDE... CONHEÇA OS "MOLHES DA BARRA".

15.10.12 | Mari Ortiz

Molhes da Barra, no Rio Grande (sul do Brasil), é uma obra de hidráulica marítima de pedras com quilômetros de extensão ao mar. Sua construção visou proteger a entrada e saída de navios do Porto e proteger o canal da formação de bancos de areia, garantindo uma navegação em condições seguras.

Em 1737, o rei D. João V tentava assegurar a soberania da região a qualquer preço, pressionado pela constante ameaça de invasão pelos espanhóis. Rio Grande era um ponto estratégico na defesa da região. Estabelecida a colônia portuguesa em Rio Grande, imigrantes da Ilha dos Açores e da Ilha da Madeira vieram povoar a região. Em 1780 foi instalada a primeira charqueada na região e, por alguns séculos, o charque trouxe riqueza à região e a barra de Rio Grande tornou-se caminho para escoá-la.

O tráfego pela barra foi crescendo. Em 1846, o Império criou a Inspetoria da Praticagem da Barra, comandada por oficial da armada nacional. Por Rio Grande entravam mercadorias vindas da Europa, muitas da Grã-Bretanha. Passou a desenvolver-se uma crescente navegação através da Barra, sendo contadas, em 1847, 668 embarcações. Entretanto, os navegantes temiam pela entrada na Barra.

O Ministério da Marinha resolveu que era preciso estudar as dificuldades de navegação e, em 1865, D. Pedro II, apesar de não ter enfrentado a chegada a Rio Grande pelo mar, reconheceu a necessidade da construção dos molhes. No entanto, este quadro permaneceu por dois séculos, sendo que no século XIX houve estudos de viabilidade, licitações, anulações, até que em meados do século XX, entre 1911 e 1919, foram enfim construídos.

O molhe oeste tem 2,2 km e o leste, 3,2 km. Transportadas por ferrovia de 90 km especialmente construída para este fim, pedras de até 10 toneladas foram sendo jogadas ao mar, em um total de 4,5 milhões de toneladas. Trabalharam na obra, no pico, cerca de 4 mil operários. Os trilhos atualmente servem para passeio de turistas em vagonetas.

Em 1995, foi feita uma recuperação dos molhes, a um custo de 140 milhões de dólares, lançando mais meio milhão de toneladas de pedras e 100 mil toneladas de tetrápodes (blocos de concreto especiais).

Também podemos encontrar lobos e leões-marinhos vivendo livres na natureza. Essas espécies de animais, que geralmente habitam regiões com baixas temperaturas, utilizam como local de descanso o Molhe Leste, sendo esta uma unidade de conservação na categoria Refúgio da Vida Silvestre, uma das duas únicas colônias de descanso no Brasil onde esses animais podem ser encontrados (a outra unidade de conservação localiza-se na Ilha dos Lobos, no município de Torres, também no Rio Grande do Sul). Nos meses de inverno, outono e primavera dezenas deles podem ser observados descansando ao sol nas pedras da Ilha de Torres e do Molhe Leste. Nesse período do ano, eles migram para o Brasil para utilizar os refúgios como locais de descanso e como ponto de partida para seus deslocamentos alimentares.

Sem dúvidas, os Molhes da Barra do Rio Grande, obra de engenharia marítima reconhecida em todo o mundo, são uma vitória do homem sobre as condições naturais e uma grande atração turística.

Fonte: http://almapaixonada.blogspot.pt
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