Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

INTERNET PARA TODOS

dicas úteis, downloads, jogos, fotos, curiosidades, música, videos...todo o conhecimento é para ser partilhado!

Qual a origem da palavra ARROBA?

27.05.08 | José Coelho

Na Idade Média os livros eram escritos pelos copistas à mão. Percursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido. O motivo era de ordem económica: a tinta e o papel eram valiosíssimos. Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um “m” ou um “n”) que nasalizava a vogal anterior.

O nome espanhol Francisco, que também era grafado “Phrancisco”, ficou com a abreviatura “Phco” e “Pco”. Daí que foi fácil o nome Francisco ganhar em espanhol o apelido Paco. Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo nas suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de “Jesus Christi Pater Putativus”, ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo.

Mais tarde os copistas passaram a adoptar a abreviatura “JHS PP” e depois “PP”. A pronúncia dessas letras em sequência explica porque José em espanhol tem o apelido de Pepe. Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &.

Este sinal é popularmente conhecido como “e comercial” e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.

Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de “casa de”.

Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço - por exemplo : o registro contábil “10@£3″ significava “10 unidades ao preço de 3 libras cada uma”. Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês, “at” (a ou em).

 
No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso, por engano.

Para esse entendimento contribuíram duas coincidências:

1- a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo “a” inicial lembra a forma do símbolo;
2- os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registo de “10@£3″assim: ” dez arrobas custam 3 libras cada uma”.


Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba. Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa “a quarta parte”: arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal (58,75 kg).

As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar os seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo “@”, que sobreviveu nos teclados dos computadores. Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio electrónico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido “@” (at -em Inglês), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do utilizador e o nome do servidor. Assim PessoaTal@ServidorX significa: “A Pessoa Tal (está na casa) X”. Dando o meu exemplo, jcmonitor está no gmail.com.

Só por curiosidade, em diversos idiomas, o símbolo “@” ficou com o nome de alguma coisa parecida com a sua forma. Em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco). Em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários países europeus.

Fonte consultada (entre outras) Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.

Internet fácil para todos

27.05.08 | José Coelho

Esta dica vai mais para aquelas pessoas que estão agora a iniciar as suas navegações pela internet (como alguns dos meus formandos, já agora se estiverem a ler isto aqui vos mando os meus cumprimentos).

A Deco Proteste tem disponível no seu site, um pequeno guia gratuito, chamado Internet Fácil para Todos - Dicas para Aproveitar o Melhor da Rede Global, que pode ser consultado e descarregado para o nosso computador. Este documento está disponível em formato PDF pelo que têm de possuir um programa chamado Adobe Acrobat Reader para o conseguir abrir.

Basta ir a www.adobe.come fazer o download grátis.

Para aceder ao guia da Proteste basta clicar aqui neste link:
http://mcs.deco.proteste.pt/promoguides/guia_internet.pdf


Boas navegações. Já sabem que se tiverem alguma dúvida ou sugestão me podem contactar para o meu e-mail aqui mencionado.

Portugueses pagam dobro ou quase o triplo pelo ADSL

27.05.08 | José Coelho

Estudo passou ainda pela Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Itália e Reino UnidoOs portugueses pagam o dobro ou quase o triplo de um francês ou inglês, consoante o tipo de utilização, pelo ADSL. A Internet por cabo é mais barata do que nos restantes sete países analisados, para utilizadores esporádicos e moderados.  

Para uma utilização intensiva, a situação portuguesa piora, tanto em ADSL como no cabo. Estas são as principais conclusões da comparação às mensalidades de banda larga fixa (ADSL e cabo), publicadas na edição de Junho da revista PRO TESTE.

Além de Portugal, Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Itália e Reino Unido foram os países analisados. Para a comparação, a DECO PROTESTE definiu três perfis (esporádico, moderado e intensivo), consoante a utilização da Net.

Portugal pratica tarifas mais competitivas para utilizadores pouco exigentes da Net. Mas, mesmo nestes casos, existem soluções mais vantajosas noutros países. Os utilizadores intensivos de ADSL pagam sempre mais do que os parceiros europeus. Os ex-monopolistas são, regra geral, mais onerosos do que os operadores alternativos em todos os países. A Portugal Telecom não é excepção.

Segundo a DECO, para um acesso generalizado à Internet, é necessário aumentar a quantidade de computadores pessoais no nosso país, o que passa por vendê-los a preços acessíveis.

Número de queixas é elevado

Segundo a associação, a iniciativa «e-gov», que permite aos professores e alunos comprarem portáteis a preços mais baixos, foi um exemplo de sucesso. Contudo, «deveria incluir a escolha de banda larga associada à rede fixa e não apenas à rede móvel, mais cara», defende a DECO.

Outro problema apontado é o elevado número de queixas nesta área. De acordo com a DECO, os consumidores apontam falhas na qualidade das ligações, velocidade e a ineficácia dos serviços de apoio ao cliente. Com a recente integração da Internet como serviço público essencial, aquela associação exige que a Autoridade Nacional de Comunicações oiça as reclamações e defina padrões mínimos de qualidade a ser cumpridos pelas operadoras.

Fonte consultada: http://www.agenciafinanceira.iol.pt

Seja cordial e educado. Comentários ofensivos ou pouco dignos serão imediatamente apagados.