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ATAQUE CARDÍACO EM MULHERES...

13.12.10 | Mari Ortiz

Recebi por e-mail e, por considerar interessante, resolvi deixar cá a informação... afinal, quanto mais for divulgado melhor ajudará as mulheres ( e, por que não?, quem com elas estiver... ).

 

 

Sabia que os ataques cardíacos nas mulheres raramente apresentam os mesmos sintomas "dramáticos" que anunciam o enfarte nos homens? Refiro-me à dor intensa no peito, ao suor frio e ao desfalecimento (desmaio, perda de consciência) súbito que eles sofrem e que vemos representados em muitos filmes.
Para que saibam como é a versão feminina do enfarte, uma mulher que experimentou um ataque cardíaco vai contar-nos a sua história:

"Eu tive um inesperado ataque de coração por volta de 22h30min, sem ter feito nenhum esforço físico exagerado nem ter sofrido nenhum trauma emocional que pudesse desencadeá-lo. Estava sentada, muito agasalhadinha, com o meu gato nos joelhos. Lia um artigo interessante, e com o meu pijama preferido vestido, muito relaxada, pensava: 'A vida é gira...!'
Um pouco mais tarde, senti uma horrível sensação de indigestão, como quando estamos com pressa e comemos uma sanduíche, engolimo-la com um pouco de água e parece que temos uma bola que desce pelo esôfago, muito lentamente, sufocando-nos.
É, então, que nos damos conta de que não deveríamos comer tão depressa e que deveríamos mastigar mais devagar e melhor, além disto, tomar um copo de água para ajudar ao processo digestivo.
Esta foi minha sensação inicial... O 'único problema' era que eu NÃO HAVIA comido NADA desde as 17h00min...
Depois, desapareceu esta sensação e senti como se alguém me apertasse a coluna vertebral (pensando bem, agora acredito que eram os espasmos em minha aorta). Logo, a pressão começou a avançar para o meu externo (osso de onde nascem as costelas no peito). O processo continuou até que a pressão subiu à garganta e a sensação correu, então, até alcançar ambos os lados do meu queixo.
Ahhhh!! Nesse momento, soube realmente o que se estava a passar comigo... Acredito que todos temos lido ou escutado que a dor no queixo é sinal de um ataque do coração.
'Santo Deus, acredito que estou a ter um ataque cardíaco!', disse ao gato. Tirei os pés do pufe e tratei de ir até ao telefone, mas caí no chão...
Então, disse: 'Isto é um ataque cardíaco e não deveria caminhar até o telefone nem a nenhum outro lugar, mas... se não digo a ninguém o que se está a passar, ninguém poderá ajudar-me.... E se demoro, talvez não possa mover-me depois.'
Levantei-me apoiada numa cadeira e caminhei devagar até o telefone para chamar a emergência. Disse-lhes que acreditava que estava a ter um ataque cardíaco e descrevi os meus sintomas. Tratando de manter a calma, informei o que se passava comigo. Eles disseram-me que viriam imediatamente e aconselharam-me a deitar-me perto da porta, depois de destrancá-la para que pudessem entrar e localizar-me rapidamente.
Segui as suas instruções, deitei-me no chão e, quase imediatamente, perdi os sentidos. Não me lembro quando, como entraram os médicos e nem quando me levaram de ambulância. Mas, vagamente, lembro-me de ter aberto os olhos ao chegar ao hospital e ver que o cardiologista estava à espera, pronto para levar-me à sala de cirurgia. O médico aproximou-se e fez-me algumas perguntas (creio que perguntou se havia tomado algum medicamento) mas não pude responder nem entender o que me dizia porque voltei a perder os sentidos. Acordei com o cardiologista - como descobri após algumas horas - que havia introduzido um pequeno balão na minha artéria femoral para instalar dois 'stents' que mantivessem aberta a minha artéria coronária do lado direito.

Quando chamei a ambulância parece que demorou uns 20 ou 30 minutos, mas na realidade apenas me custou 4 ou 5 minutos... E, graças às minhas explicações precisas, os médicos já estavam à espera prontos e atenderam-me adequadamente quando cheguei ao hospital.
Vocês perguntam-se porque lhes conto tudo isto com tanto detalhe demorado... É simplesmente porque quero que todos saibam o que aprendi depois desta terrível experiência.
Passo, então, a resumir alguns pontos:
1. Tenham em conta que os seus sintomas, provavelmente, não serão parecidos em nada aos que padecem os homens. Eu, por exemplo, senti a dor no externo e no queixo. Dizem que muitas mais mulheres que homens morrem no seu primeiro (e último) ataque cardíaco porque não identificam os sintomas e/ou os confundem com os de uma indigestão. Então, tomam um digestivo e vão para a cama esperando que o mal-estar desapareça durante a noite. Também, porque - por razões culturais - nós, as mulheres, estamos acostumadas a tolerar a dor e o desconforto mais que os homens. Queridas amigas: talvez os vossos sintomas não sejam iguais aos meus, mas, por favor, não percam tempo. CHAMEM a AMBULÂNCIA, se sentem que o corpo experimenta algo estranho. Cada uma conhece o estado natural (normal) de seu corpo. Mais vale uma 'falsa emergência' do que não atrever-se a chamar e perder a vida...
2. Notem que disse 'chamem os Paramédicos/Ambulância'. AMIGAS, o tempo é importante, Além disto, não pensem dirigir e nem deixem que seus esposos ou familiares as levem ao hospital. Além de que ninguém está em condições de dirigir sem que os nervos os atraiçoem, os seus sintomas podem agravar-se no caminho do hospital e complicar as coisas. Tão pouco é recomendável chamar O MÉDICO para que venha a sua casa. Além de perder minutos preciosos, poucos médicos levam no seu
carro equipamento 'salva-vidas' necessário nestes casos; a ambulância, sim, está totalmente equipada. Principalmente, tem oxigénio que precisarás de imediato.
3. Não acreditem que não possam sofrer um ataque cardíaco porque o seu colesterol é normal ou 'nunca tiveram problemas cardíacos'... Descobriu-se que o colesterol por si só (a menos que seja excessivo) raramente é a causa de um ataque cardíaco. Os ataques cardíacos são o resultado de um stress prolongado que faz com que o nosso sistema segregue todas as classes de hormônios daninhos que inflamam as artérias e tecido cardíaco. Por outro lado, as mulheres que estão entrando na menopausa ou já a ultrapassaram, perdem a protecção que lhes brindava os estrogênios, pelo que correm igual risco de sofrer mais problemas cardíacos do que os homens."

Eu sabia que os ataques cardíacos nas mulheres são diferentes, mas nunca imaginei nada como isto. Esta é a melhor descrição que li sobre esta terrível experiência...

 

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